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30/07/2010 08h56
Campinas: Centro de Convivência oferece acesso livre à internet
Programa de rede pública sem fio gratuita foi inaugurado ontem
O programa Campinas Digital foi inaugurado ontem no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, no Cambuí, garantindo à população a conexão banda larga gratuita à internet e o acesso eletrônico às informações turísticas da cidade e aos serviços públicos. O programa foi desenvolvido pela Prefeitura, com técnicos da Informática de Municípios Associados (IMA), que projetam também a instalação desta conexão em outros locais de interesse público no município.
A rede foi instalada com objetivo de cobrir toda a área externa e interna do Centro de Convivência Cultural. O acesso pode ser feito com um notebook ou um celular. Pedro Jaime Ziller, presidente da IMA, explicou que o Campinas Digital é uma rede sem fio de acesso fácil, que não exige uma configuração especial pelo usuário e grande parte dos cartões WiFi disponíveis no mercado ou integrados em PCs portáteis. “Para obter acesso é necessário usar um dispositivo com interface de rede sem fio, como notebooks e smartphones compatíveis com a tecnologia WiFi”, afirmou.
Através do Campinas Digital é possível ter acesso a serviços da Prefeitura de Campinas, a portais de notícias, sites, redes sociais, comunicadores instantâneos, entre outras opções disponíveis na web.
O Centro de Convivência é o primeiro ponto de interesse público a integrar a Rede Digital de Campinas, que, por sua vez, possibilitará a implantação do Imaxima, um novo serviço da IMA, que tem o objetivo de prover conexão banda larga a órgãos da Administração pública direta ou indireta de Campinas e de outros municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Em breve, a Prefeitura deverá instalar outros pontos de acesso gratuito à internet em locais como o Parque Portugal (Lagoa do Taquaral), o Terminal Rodoviário Ramos de Azevedo, a Praça Bento Quirino, além do Paço Municipal e da Biblioteca Municipais. “No futuro, a partir do crescimento já projetado para a rede, outras áreas serão incorporadas ao Campinas Digital”, disse Ziller. O planejamento da IMA prevê a inclusão de um novo ponto ao programa a cada três meses.
A implantação da estrutura básica da Rede Digital está orçada em R$ 1 milhão. A instalação do ponto de acesso no Centro de Convivência recebeu investimentos da ordem de R$ 20 mil. A expectativa é de que cada novo ponto custe entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, dependendo das características físicas de cada local.
O programa foi aprovado ontem pela comerciante Gabriela Andery Donato, proprietária da loja Maison Gaby, que foi testar sua eficiência em um dos bancos do Centro de Convivência. “Soube que já estava em operação e decidi comprovar”, disse. “É um serviço que vai ajudar muito as pessoas, principalmente nos casos de emergência. Acessei facilmente a internet e consegui até me atualizar em um site de notícias.”
O funcionário público Alexandre Andely, irmão de Gabriela, foi confirmar também a qualidade da conexão em seu smartphone. “Muito bom ter este tipo de recurso, pois nem sempre as pessoas estão com tempo para acessar a Internet”, disse.
Tempo máximo é de 45 minutos
Sistema permite conexão compartilhada de até quatro megabits por segundo
É possível acessar a rede por duas maneiras diferentes. A opção “Acesso livre à Rede Campinas Digital” é destinada a usuários eventuais que necessitem de um acesso rápido à internet que, justamente por isso, está restrito a 15 minutos. O usuário cadastrado, por sua vez, passa a contar com um tempo de conexão maior, de 45 minutos. O cadastro poderá ser feito com alguns dados pessoais em um link que aparece quando a rede digital é conectada. “No futuro, outras aplicações serão incorporadas à rede, como download de vídeo, porém, só estarão disponíveis para os usuários cadastrados”, disse Pedro Jaime Ziller, presidente da IMA.
Não será possível obter na rede Campinas Digital o acesso a mensagens eletrônicas obtidas de programas que gerenciam e-mails no computador do usuário, como por exemplo Microsoft Outlook. Também está vedada a utilização de programas para troca de arquivos via Internet, Peer-to-Peer (P2P), como e-mule, bittorent e outros.
Ziller disse que, por ser uma rede aberta, não é possível implementar todos os mecanismos de segurança, por isso o ambiente sem fio é inerentemente inseguro. “Recomenda-se não acessar contas bancárias, realizar compras com cartões de crédito e outras operações que exijam alto nível de segurança”, afirmou. Inicialmente, a IMA disponibilizou uma conexão compartilhada de até quatro megabits por segundo. “A velocidade para o usuário, no entanto, pode variar em função da quantidade de acessos simultâneos, da distância com relação às antenas, do desempenho do equipamento utilizado e do tipo de conteúdo que está sendo acessado”, afirmou.









































