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18/01/2010 15h20
Comum no setor aéreo, programas de fidelidade podem impulsionar negócio
No entanto, especialista em marketing explica que é preciso cautela para implantar a ação.
As empresas que operam voos no País contam com um forte apelo comercial para conquistar clientes: os programas de fidelidade. Neles, quanto mais o passageiro utilizar os serviços da empresa mais acumulará pontos que poderão, no futuro, ser trocados por passagens aéreas, por exemplo.
Há alguns anos, a iniciativa tem ganhado espaço no País, com a adesão de empresas de diversos setores. Roberto Sagot, Gerente de marketing da Fundação Dom Cabral, explica que quem pensa em implantar este tipo de ação em sua empresa precisa avaliar bem as vantagens e desvantagens.
“A primeira coisa a ser verificada é se o programa de fidelidade está alinhado com as estratégias da empresa e com a forma com que ela capta e retém os clientes”, argumenta. Segundo ele, neste aspecto, as companhias aéreas têm desempenhado a função de maneira exemplar.
“A premiação que a companhia concede aos clientes está diretamente ligada aos negócios que ela possui. Quando um avião voa com assentos vazios há um ônus para a empresa, portanto, disponibilizar estes espaços para os beneficiados pelos programas de fidelidade não gerará mais custos à empresa”, detalha.
Por isso, Sagot destaca que é melhor realizar ações correlacionadas ao business da empresa ao invés de presentear os clientes com brindes como, por exemplo, CDs e livros. “Se a companhia adotar este tipo de medida vai parecer que ela está dando um desconto em forma de presente e, isso, muitas vezes não atrai novos negócios”, completa.
Além disso, para o especialista, é imprescindível que o empresário que almeja este tipo de ação em suas operações tenha noção de que a criação de um programa de fidelidade mal planejado pode fazer a companhia perder dinheiro.
“Se a empresa não possuir uma estratégia bem definida e uma operacionalização melhor ainda os programas de fidelidade podem causar um grande danos aos negócios”, afirma.
Sagot também afirma que nem sempre o que o cliente almeja é desconto ou algum tipo de benefício. “Nem toda organização pode apostar neste tipo de ação para incrementar os resultados. Às vezes, a garantia de entrega de um produto, ou a prestação de serviços como assistência técnica são mais importantes para o cliente”, finaliza.
Por Webtranspo









































