06/01/2010
Umas e Outras
Saiu mais um ranking que é um acinte ao contribuinte/eleitor/cidadão. Como você sabe sai do nosso bolso a verba indenizatória para quase a totalidade das excelências do Congresso Nacional. São poucos os deputados e senadores que abriram mão de poder gastar quinze mil reais mensais apenas apresentando notinhas de restaurante, combustível, hotel, etc. Um senador gastou 67 mil com uma empresa que lhe dá uma assessoria para a manipulação de um twitter. Provavelmente o neto dele faria isso de graça e com grande facilidade, Vai saber se o gasto foi esse mesmo, pelo sim pelo não é só multiplicar a verba pelo número de deputados e senadores para se ter uma idéia de quanto gastamos com eles. Entre as honrosas exceções está o senador Pedro Simon. Neste ano eles virão pedir nosso voto novamente e é hora de perguntar porque uma excelência custa 110 mil mensais para o nosso bolso? Por que não apresenta um projeto de um salário de 40 mil e tudo por conta dele? Ele pode fazer isso, claro que sim, só não faz para não ficar mau com os colegas e ter que abrir mão de tanta grana.
Rola e atola o projeto que recebeu mais de um milhão e meio de assinaturas que estabelece que o que se paga de imposto seja descrito na nota fiscal, como acontece hoje na conta de luz e de telefone. Você já olhou alguma vez? Quem é contra o projeto das notas fiscais? Os governadores de estado, uma vez que o contribuinte/consumidor/eleitor/cidadão vai ficar estarrecido com o que paga por qualquer coisa miúda que compra. Hoje o imposto é silencioso como catarata, hiper tensão ou diabetes. A gente não percebe.Por isso o projeto está engavetado há mais de três anos e não anda, fica esquecido sem que ninguém toque no assunto. Por que o presidente da Câmara não põe em votação, uma vez que já foi aprovado no senado? Será que um e-mail seu para a excelência estadual ajudaria? Se você lembrar aproveita para perguntar onde está o projeto que acaba com o voto secreto e que a gente se lembra sempre que estoura mais um escândalo.
Para cada três reais de imposto que sai do nosso bolso, um vai para a seguridade e ainda assim, se fala em déficit, desfiguração dos rendimentos de quem ganha acima de um salário mínimo, etc. Do real arrecadado, metade vai para o INSS e outra metade para os servidores públicos federais, estaduais e municipais. Ns previdência pública os 50 centavos são divididos entre os 23 milhões de assegurados, na previdência dos funcionários os 50 centavos são divididos entre três milhões de pessoas. E por que ? Porque os servidores públicos se aposentam com o salário da ativa e os do INSS com um cálculo cada vez pior, como o fator previdenciário. Afinal diante desses dados, quem é que quebra a previdência ? Quem recebe mais deveria contribuir com mais. Nada disso, não contribuem proporcionalmente e por isso a diferença é sustentada pelo cidadão/contribuinte. Onde está o projeto de se criar uma aposentadoria geral para todos no pais?: Em outra gaveta das excelências e vigiado pelos lobistas de plantão no Congresso. Todos tem lobistas, menos o cidadão pagador da conta. Enfim sobram argumentos para uma boa conversa quando baterem na porta da sua casa, ou na sua cara através da campanha eleitoral da tevê pedindo votos para a reeleição. Merecem?
Heródoto é jornalista da CBN e da TV Cultura, Articulista em jornais, revistas e Internet.









































